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sábado, 2 de julho de 2011

A linda história de Dick e Rick Hoyt - Superação e motivação





Nos EUA, um pai e um filho fizeram a diferença a partir de suas atitudes. Dick Hoyt, pai de Rick Hoyt, empurrou seu filho 85 vezes por 42 quilômetros em maratonas. Além disso, 80 vezes Dick não só empurrou o seu filho Rick por 42 quilômetros em uma cadeira de rodas, mas também o rebocou por quase 4 quilômetros em um bote enquanto nadava e pedalou 180 quilômetros com ele sentado em um banco em sua bicicleta, participando os melhores atletas do mundo no Iron Man.

Esta história maravilhosa de amor começou em Winchester, nos EUA, há quarenta e três anos, quando Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral permanente e incapacitado de controlar os membros de seu corpo.

– “Ele irá vegetar pelo resto de sua vida”, disse o médico para Dick e sua esposa Judy, quando Rick tinha nove meses.
– “Vocês devem interná-lo em uma instituição”, complementou o médico.
Mas, o casal não acreditou. Eles repararam como os olhos de Rick seguiam os dois pelo quarto.

Quando Rick fez onze anos eles o levaram ao departamento de engenharia da Tufts University e perguntaram se havia algum jeito do garoto se comunicar.
– “Não há jeito, seu cérebro não tem atividade alguma”, disseram a Dick.
– “Conte uma piada para ele”, Dick desafiou.
Eles contaram e Rick riu.

Na verdade, tinha muita coisa acontecendo no cérebro de Rick.

Usando um computador adaptado para ele poder controlar o cursor tocando com a cabeça um botão no encosto de sua cadeira, Rick, finalmente foi capaz de se comunicar.
Suas primeiras palavras?
– “Vamos Bruing!”, o grito da torcida, dos times da Universidade da Califórnia.

Depois que um estudante ficou paralítico em um acidente e a escola em que estudava decidiu organizar uma corrida para levantar fundos para ele, Rick digitou:
– “Papai, quero participar”.
Isso mesmo. Mas como Dick poderia, justo ele, que considerava a si mesmo um “leitão”, que nunca tinha corrido mais que um quilômetro de cada vez, como poderia empurrar seu filho por 8 quilômetros?
Mesmo assim, ele tentou.
– “Daquela vez eu fui o inválido”, lembra Dick.
– “Fiquei com dores durante duas semanas”.
Porém, aquilo mudou a vida de Rick. Ele digitou em seu computador:
– “Papai, quando você corria eu me sentia como se não fosse mais portador de deficiências”.

O que Rick disse, mudou também a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979.

– “Impossível!”, disse um dos organizadores da corrida.

Pai e filho não eram um só corredor e também não se enquadravam na categoria dos corredores em cadeira de rodas. Durante alguns anos, Dick e Rick simplesmente entraram na multidão e correram de qualquer jeito.

Finalmente, encontraram uma forma de entrar oficialmente na corrida. Em 1983, eles correram tão rápido em outra maratona, que o tempo obtido por eles permitia qualificá-los para participar da maratona de Boston no ano seguinte.

Depois, alguém sugeriu que tentassem um Triatlon.
Como poderiam?!
Dick nunca soube nadar e não andava de bicicleta desde os seis anos de idade, como rebocaria seu filho de cinqüenta quilos em um Triatlon?
Mesmo assim, Dick tentou.

Hoje, ele já participou de duzentos e doze Triatlons, inclusive, quatro cansativos Ironmans de quinze horas de duração, no Havaí.

Deve ser demais, para alguém com seus vinte e cinco anos de idade, ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho, você não acha?

Então por que Dick não competia sozinho?
– “De jeito nenhum”, ele diz.
Dick faz tudo isso apenas pela sensação que Rick pode ter e demonstrar com seu grande sorriso, enquanto correm, nadam e pedalam juntos.

– “Não há dúvida”, digita Dick, “meu pai, é o pai do século”.

E Dick também ganhou algo com isso. Há dois anos, ele teve um leve ataque cardíaco, durante uma corrida. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos disseram que se ele não tivesse se dedicado para entrar em forma, é provável que já teria morrido, uns quinze anos antes. De certa forma, Dick e Rick salvaram a vida um do outro.

Rick, que hoje tem seu próprio apartamento (ele recebe cuidados médicos) e trabalha em Boston, e Dick, que se aposentou do exército e mora em Holland, Massachussets, sempre acham um jeito de ficarem juntos. Eles fazem palestras em todo o país e participam de corridas, nos finais de semana.

Em todo dia dos pais, Rick sempre paga um jantar para seu pai, porém, o que ele mais desejaria fazer pelo seu pai, é um presente que ninguém poderia comprar.

“Eu gostaria...”, digita Rick, “...de um dia poder empurrar meu pai na cadeira, pelo menos uma vez”.

Fonte: Sports Illustrated - Rick Reilly

2 comentários:

  1. lindo!, este texto nos motiva a nos dedicarmos mais em tudo que fazemos e a ultrapassarmos os eventuais obstáculos que surgirem. Ótimo.

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  2. Paz do Senhor Pastora!

    Certamente este texto nos serve como um alerta, de que podemos todas as coisas quando depositamos a nossa vida nas mãos do Senhor e fazemos a nossa parte; o possível nós fazemos e o impossível DEUS faz por nós! Amei esta história de vida também!

    Um abraço e fique na paz!

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